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Resenha: Artlectos e Pós-Humanos #3
Por Matheus Moura
27/04/2009

Ler Edgar Franco é sempre uma surpresa. Não me recordo de nenhum material dele que seja simplista. O autor consegue, invariavelmente, tocar em pontos obscuros da vida humana de forma reflexiva e sem ser demagogo. Isso se repete no terceiro volume da série Artlectos e Pós-Humanos (divulgado aqui), desta vez publicado pela editora Marca de Fantasia.

Nos volumes anteriores (#1 e #2) Edgar já trazia alguns temas correlacionados. Neste novo lançamento não é diferente. Porém agora o assunto principal é sexo, e por consequência, criação e morte. Já dá para perceber a inclinação sexual pela capa: um vermelho profundo, quase sanguíneo, sem contar a mulher semi-nua. As histórias são Redesign, Tecnognose 2.0, Gênesis Revisto, Arbítrio, Ninfa 2.0, Nanquim, Terra e 333 (publicada originalmente na revista Camiño di Rato), Oração do Transbiomorfo (a maior história da revista). Uma observação interessante é que quando Edgar nomeia algo com 2.0, ele está fazendo uma releitura ou referência de algo já existente, como por exemplo a Ninfa. No caso da tecnognose, seria ela uma evolução da gnose atual.

Em termos narrativos, para mim o ponto alto ficou com a HQ Gênesis Revisto. Em uma página sem quadros Edgar consegue dar a dinamicidade e a linha de leitura no ponto certo, sem deixar o leitor confuso ou sentindo falta das tradicionais divisões de quadros. Em suma, mais uma vez é um trabalho de vigor e que merece ser apreciado. Melhor o será caso o leitor tenha contato com as revistas anteriores ou obras mais antigas do autor, se não, corre o sério risco de vagar a esmo em um campo desconhecido e espinhento. Vale a pena acompanhar Artlectos e Pós-Humanos. Para saber como comprar a terceira parte da série basta visitar o site da editora aqui.

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