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Resenha: Artlectos e Pós-Humanos #2
Por Matheus Moura
13/07/2007

Dor, desejo, frio, humanidade, vaidade, beleza, medo, ternura, prazer, feiúra. São alguns dos sentimentos e sensações passados pela nova HQ de Edgar Franco, Artlectos e Pós-Humanos #2 (SM Editora). Na introdução da obra Edgar diz que Artlectos tem uma proposta iconoclasta; isso nos leva a pensar que ele trabalha a desconstrução de uma imagem do futuro construída pela indústria cultural ao longo do século XX, aliando assim o sentido restrito da palavra para então a atualizar em um futuro.

Com essa desconstrução de imagens/signos/ícones o conteúdo de Artlectos adentra outra camada de significação, passa assim a agir como um signo plástico. “Um signo plástico é um signo completo com expressão e conteúdos próprios...”*. Daí a abstração do leitor depende do que é despertado com a leitura. A continuação dessa idéia vai de encontro direto com o estilo gráfico utilizado. As criaturas, o ambiente, o fundo, os objetos, a construção das páginas; ao lado da renúncia de objetos e significados, carregam marcas geométricas, assim como o modernismo.**

Misturado isso com o ingrediente final – o texto – temos uma obra de profundidade ímpar na linguagem dos Quadrinhos. Me remete ao mundo criado por Antônio Amaral em Hipocampo (Opera Graphica, 1999), no quesito complexidade e densidade. Neste segundo número há cinco histórias diferentes: Parto, Pesadelo Pós-humano, Fuzone, Estranhas Entranhas e brinGuedoteCA, todas mostrando um pouco mais do mundo pós-humano criado pelo autor e aprofundado no álbum BioCyberdrama (Opera Graphica, 2003) parceria com Mozart Couto, que já conta com uma segunda edição só a espera do interesse de uma editora. Vai entender!

Novidade nesta edição é a seção de cartas ao meio da revista que abre com elogios de Shimamoto e é fechada com Gian Danton. Na qualidade gráfica a SM Editora mantêm o padrão do primeiro número, com melhora significativa na impressão da capa em couchê.

 * SANTAELLA, Lúcia e NOTH Winfrind. Imagem – Cognição, semiótica, mídia. São Paulo: Iluminuras, 1997, pág. 37-38
** FERRARA, Lucrécia D'Aléssio. A estratégia dos signos. São Paulo: Perspectiva, 1993 pág. 13

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