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Resenha: Quadrinhópole #3
Por Humberto Yashima
23/03/2007

Arte de Jean Okada para a HQ Fim, escrita por Abs Moraes 

A revista independente Quadrinhópole #3, editada em Curitiba, Paraná, por Leonardo Melo e André Caliman, novamente apresenta boas HQs de estilos variados, da mesma forma que suas edições anteriores.

A série Undeadman – A Saga de um Imortal: Maldição Perpétua (Parte 2 de 4), de Leonardo Melo (roteiro) e André Caliman (arte), continua mostrando como o guerreiro Jason de Ely se tornou imortal; desta vez descobrimos como Jason provocou a ira do feiticeiro que mais tarde o amaldiçoou com a vida eterna. O interessante roteiro de Melo, aliado à competente arte de Caliman, prende a atenção do leitor, que fica aguardando pelo próximo capítulo da saga. A primeira parte de uma entrevista inédita com o quadrinhista e ilustrador Tako X (autor da arte da bela capa da edição) vem a seguir, conduzida por Matheus Moura.

Absoluto, com roteiro e arte de José Aguiar (Folheteen), é a segunda HQ da publicação, onde o quadrinhista promove uma verdadeira “viagem” por uma sopa de letrinhas. Nesta HQ Aguiar demonstra sua versatilidade artística, com um traço menos estilizado do que o de Folheteen e também diferente do que usou em Ernie Adams. Em seguida é apresentada a conclusão da entrevista com Tako X. Na terceira HQ, Fim, escrita por Abs Moraes e ilustrada por Jean Okada, o total descuido da humanidade com o planeta provocou conseqüências climáticas desastrosas (sim, o título se refere ao Fim do Mundo) e somente um “casal” é salvo por uma dupla de extraterrestres. Aproveitando o gancho do evidente descontrole climático atual, Moraes criou um excelente conto de ficção científica, brilhantemente ilustrado por Okada. 

Um pequeno histórico do Festival de Teatro de Curitiba antecede a adaptação para Quadrinhos da peça O que fazer com os ossos?, de João Luiz Fiani. Leonardo Melo (roteiro), Joelson Souza (arte) e André Caliman (arte-final) trazem para os leitores de HQs essa divertida e bizarra história de uma família com hábitos incomuns. Uma estilosa “moldura” ajuda a criar o clima para a HQ. Fechando a edição, tiras de Simone Hembecker e Wellington, juntamente com uma errata (pela falta de créditos nas tiras de Simone publicadas na edição anterior) e a explicação sobre a não publicação da continuação da HQ Insanidade, iniciada na Quadrinhópole #3 (os três capítulos que concluem a história serão publicados, de uma vez só, futuramente).

A revista conta com uma ótima impressão; alguns “tropeços” editoriais, como a falta de indicação de que a entrevista é em duas partes (não consta nem no índice), e o uso do logotipo do Festival de Teatro de Curitiba em baixa resolução (por isso ficou "embaçado"), não comprometem sua alta qualidade.

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