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Entrevista: Ivan Saidenberg
Por Eloyr Pacheco
25/08/2005

Conhecemos pessoalmente o roteirista Ivan Saidenberg no dia 6 de agosto durante uma apresentação sobre a coleção Mestres Disney (veja como foi aqui), no estande da Abril Jovem, na 2ª Feira do Livro Infantil, Juvenil & Quadrinhos de São Paulo.

Solicitamos ao Mestre que nos concedesse uma entrevista com a qual ele prontamente concordou. Nós enviamos as perguntas por e-mail e, com o auxílio de sua filha Lucila, a quem agradecemos pela paciência e colaboração, foram respondidas.

Aí está o resultado do nosso bate-papo com esse genial roteirista das aventuras do Zé Carioca. Aproveite.

Como nasceu o seu interesse por Histórias em Quadrinhos?

Desde a infância mais remota, meu pai comprava revistas de quadrinhos, nas quais aprendi a ler com a ajuda do meu irmão Luiz, dois anos mais velho. Era a única alegria que tinha, num tempo em que nem televisão existia! E foi também a partir dos gibis que aprendi a desenhar.

E como foi que o senhor começou a fazer roteiros?

Eu inventava roteiros para meu irmão, que chorava de rir. E depois, na escola, fazia o mesmo para divertir os colegas. Lia livros infantis e criava em cima, dizendo que, se fosse meu, faria o roteiro diferente e muito mais engraçado. Era um dom!

E com o Zé Carioca? Como foi que o senhor ficou responsável pelos roteiros?

Sempre gostei do Zé Carioca, desde que assisti aos filmes da Disney, quando tinha uns quatro anos, ou menos. Aos vinte anos comecei a ser roteirista profissional de quadrinhos, criando HQs de terror para a Editora Outubro, de Jayme Cortez. Só em 1971 fui apresentado a Editora Abril por Mauricio de Sousa, meu colega e fã, que declarou a Claudio de Souza, então diretor das revistas infantis, que eu era "o maior argumentista do mundo".

A dupla Canini/Saidenberg tornou-se famosa pelo trabalho realizado em Zé Carioca. Como foi trabalhar com Renato Canini?

A prioridade da Abril era as HQs do Zé Carioca, que não eram produzidas, há muitos anos, pelos estúdios Disney. Foi então que reencontrei Renato Canini, que conhecia desde 1961, e que tinha trabalhado com meu irmão Luiz em Porto Alegre, na "CETPA" - Cooperativa Editora de Trabalho de Porto Alegre, 1962.
Ele foi escolhido para fazer dupla comigo só no Zé Carioca. Em outros argumentos, para o Morcego Vermelho, Pena Kid e outras criações minhas, o companheiro era Carlos Herrero.

Quais as suas fontes de inspiração?

Minhas fontes de inspiração são a vida, os livros, comédias do cinema e televisão, histórias em quadrinhos, política e até novelas, programas humorísticos, etc. E poesias de Drummond, Manuel Bandeira... e até de Camões, Castro Alves e Fernando Pessoa.

Como surgiu o Morcego Verde?

O Morcego Verde foi um prolongamento do Morcego Vermelho. Achei que, se o Zé Carioca fosse imitar o Peninha como super-herói, seria muito engraçado. Pena que se esqueceram, depois, do Soneca, cachorrinho que criei para o Zé, companheiro das primeiras aventuras.

Qual história do Zé Carioca o senhor mais gosta ou tem mais orgulho em assinar?

Escola de Heróis, publicada no número 1725, em 23/11/1984, da série Morcego Verde.

Qual conselho o senhor daria para um jovem que quer produzir roteiros para Histórias em Quadrinhos?

Ler muitas HQs, principalmente as clássicas. Ler muitos livros, principalmente de Júlio Verne, Alexandre Dumas, H.G. Wells. Assistir comédias, como O Gordo e o Magro, Os 3 Patetas, etc, e mais: muito esforço e dedicação para criar com aventura e humor.

O Bigorna agradece a Ivan Saidenberg pela entrevista.

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