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Resenha: Brat Pack
Por Humberto Yashima
14/12/2007

Durante a década de 1960, no auge da moda dos “parceirinhos” de super-heróis nos EUA, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Aquaman e Arqueiro Verde eram acompanhados, respectivamente, por Robin, Moça-Maravilha, Kid Flash, Aqualad e Ricardito (que formaram seu próprio grupo, a Turma Titã). Com o passar do tempo, os jovens heróis cresceram e seguiram suas próprias carreiras, tornando-se Asa Noturna, Tróia, Flash, Tempest e Arsenal. Depois que Dick Grayson virou o Asa Noturna, um novo Robin foi escolhido para substituí-lo: Jason Todd; em seguida houve uma votação organizada pela própria DC Comics e os leitores decidiram que o segundo Robin deveria morrer. Mas Batman “precisava” de um parceiro mirim e um terceiro Robin foi escolhido: Tim Drake. Brat Pack (HQM Editora), HQ escrita e ilustrada por Rick Veitch (Monstro do Pântano; Supremo), aborda de forma polêmica a relação entre os super-heróis e seus jovens parceiros no combate ao crime.

Veitch inicia sua história com uma votação semelhante à que “matou” Robin: um radialista - que gosta de criar polêmica para aumentar a audiência de seu programa - recebe um telefonema de um ouvinte que fala sobre os parceiros mirins dos heróis da cidade de Slumburg; o apresentador decide perguntar ao público se os jovens devem ou não morrer. A maioria dos votos é pela morte dos heróis Chippy, Kid Vício, Selvagem e Luna, que acontece em seguida pelas mãos dos Dr. Blasfêmia. Antes mesmo do término do enterro dos adolescentes, os super-heróis Doninha Noturna, Juiz Júri, Rei Rad e Senhora da Lua começam a buscar substitutos para seus parceiros mirins, pois existem contratos de licenciamento que precisam ser cumpridos. Uso de drogas, homossexualidade, alcoolismo e até bulimia nervosa estão entre os problemas que serão enfrentados pelos novos pupilos dos violentos combatentes do crime em Slumburg.

Os jovens são levados aos limites de sua resistência física e psicológica para assumirem as identidades de Chippy, Kid Vício, Selvagem e Luna, e fazem de tudo para agirem como verdadeiros heróis. O problema é que seus mentores perderam uma das grandes qualidades exigidas pelo seu ofício: a compaixão pela humanidade – e só pensam nos lucros decorrentes das vendas dos produtos baseados neles. Brat Pack é uma crítica à forma como o consumismo dita as regras em muitos segmentos da sociedade, inclusive nos Quadrinhos; esta “versão estendida” criada por Veitch traz novas páginas e um final diferente do original. A edição da HQM é bem impressa, valorizando os tons de cinza da arte, e traz texto de introdução assinado por Neil Gaiman, galeria de capas da minissérie original, guia de referências e bio do autor. A história tem momentos de crueldade e violência, mas é muito bem escrita e ilustrada, e por isso merece ser conhecida.

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