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Resenha: O Sonhador
Por Humberto Yashima
05/11/2007

O Sonhador (Devir Livraria), álbum escrito e ilustrado pelo mestre Will Eisner (1917-2005), narra o início da publicação de revistas de Histórias em Quadrinhos nos Estados Unidos, que aconteceu durante a década de 1930. A história mostra o jovem desenhista Billy Eyron tentando ganhar a vida como artista de Histórias em Quadrinhos; o personagem foi baseado no próprio Eisner, cujo nome completo era William Erwin Eisner (tanto Billy quanto Will são diminutivos de William).

As revistas pulp (pulp magazines ou pulp fiction, publicações de contos impressas em papel de baixa qualidade, com belas e chamativas capas – sim, elas foram a inspiração do filme Pulp Fiction – Tempo de Violência, escrito e dirigido por Quentin Tarantino em 1994) estavam perdendo a popularidade e as Histórias em Quadrinhos iniciavam o seu reinado. Em O Sonhador, Eyron enfrenta uma batalha diária para conseguir emprego e, algum tempo depois de conhecer e trabalhar para Jimmy Samson, editor da revista Socko, funda com ele o Eyger & Samson, estúdio de criação de HQs. O personagem Samson foi baseado em S.M. Iger, que editava a revista Wow e foi sócio de Eisner no estúdio Eisner & Iger.

Billy monta uma verdadeira linha de produção de Histórias em Quadrinhos e, entre os artistas que contrata, estão Ken Corn (Bob Kane?), Jack King (Jack Kirby?), Lew Sharp (Lou Fine?), Gar Tooth (George Tuska?) e Bo Bowers (Bob Powell?). Em O Sonhador também há referências ao Superman (BigHero), Batman (Rodentman) e ao processo judicial que a editora do Homem de Aço moveu contra Victor Fox (Vincent Reynard) por causa das muitas semelhanças entre o seu super-herói Wonder Man (Heroman), criado por Eisner (Eyron) de acordo com as especificações de Fox (Reynard), e o Último Filho de Krypton.

Misturando ficção com realidade, O Sonhador é uma “quase-autobiografia” desse período da vida de Will Eisner, narrada com a costumeira competência do saudoso Mestre das Histórias em Quadrinhos. A edição da Devir traz prefácio escrito pelo próprio autor em 1986, além de uma biografia e um texto de apresentação na 4ª capa (com uma foto de um jovem Will Eisner em seu estúdio). Recomendado para todos os fãs da Nona Arte.

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