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Pesquisa:

Intercom 2005 - NPHQ 16
Por Gazy Andraus
16/09/2005

Foi realizado no Rio de Janeiro, neste mês de setembro, de 5 a 9, na UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o Intercom, com o tema Ensino e Pesquisa em Comunicação.

Além de vários eventos paralelos, os 21 Núcleos de Pesquisa compareceram novamente de forma maciça. O NPHQ (Núcleo de Pesquisa de História em Quadrinhos) 16, tendo sido criado no Intercom de 1995 por Flávio Calazans, seguiu preponderante com a coordenação já desde alguns anos do professor Moacy Cirne.

Neste ano, contando com 17 trabalhos inscritos, houve uma variedade que enriqueceu mais ainda o evento, com a ovação dos estudantes lotando os dois dias em que se realizaram as apresentações do NPHQ (dias 8 e 9).

Entre os 17 trabalhos (o 17º não foi apresentado, devido á ausência da autora), a maioria foi interessante e serviu para acrescentar novas modalidades de entendimento e pesquisa às HQ.

O trabalho 1, por exemplo, trouxe as fontes das revistas brasileiras iniciais, e mostrou um personagem publicado no Tico-Tico, chamado Giby (com "y"  mesmo), que era negro: provável influência do termo gibi para o gibi homônimo? O trabalho 4 traz uma questão envolvendo a estética e psicologia em quadrinhos de alguns autores, como Crumb, Henfil e Angeli. O trabalho 5  esmiúça a transposição cinematográfica de Sin City; o 6 expõe uma estética inerente aos quadrinhos brasileiros, impulsionado pela teoria do meme (um transmissor cultural, como o gene, porém, não físico) de Richard Dawkins. Os 7 e 13 trazem de forma antagônica a questão dos mitos nos mangás de heróis. O trabalho 10 é muito interessante, pois coloca a questão se é necessária uma aprendizagem da estrutura das HQ, pelos professores, ou se esta estrutura já é inerente ao ser humano, que, como os animais, aprende a ver desde pequeno, em pedaços, formando o todo no cérebro. O 11 mostra um estudo gráfico das produções nacionais e estrangeiras e instiga a que seja atualizado tal estudo. O 14 expõe trabalhos do primeiro fanzineiro brasileiro, Edson Rontani, que nem conhecia o termo "Fanzine" do material alternativo que ele fazia em Piracicaba. O 15 mostra as HQs na Internet, em, específico o caso do Brasil, deixando claro que é uma arte nova e híbrida, merecedora de estudos sempre atualizados e cuidadosos. O 16, parte da tese do pesquisador, e expõe a questão do personagem Chico Bento, e a seriedade com que ele pode ser estudado na comunicação brasileira.

A maioria dos trabalhos foi bem apresentado, e suscitou muitas questões entre os próprios participantes e o público. Houve também dois lançamentos durante o NP:

O pré-lançamento do livro O que é história em quadrinhos brasileira, organizado por Edgard Guimarães, volume 12 da série Quiosque da editora Marca de Fantasia, com outros autores: Marcelo Marat, César Silva, Gazy Andraus, Edgar Franco, Henrique Magalhães e o lançamento do livro A escrita dos quadrinhos de Moacy Cirne, Natal: Sebo vermelho, 2005. Este é uma tiragem limitada independente do sebo, e o autor distribuiu o livro a todos os expositores. Ambos os livros são interessantes: o primeiro traça um panorama crítica em que cada autor tenta desvendar o que seria o quadrinho brasileiro; e o segundo coloca a situação dos quadrinhos como cultura popular e também artística.

O Intercom de 2006 será em Brasília, e o NPHQ promete continuar com trabalhos instigantes e está aberto a quaisquer estudantes de pós-graduação a inscreverem trabalhos no próximo ano (e aberto a quaisquer alunos de graduação para participarem das apresentações). É importante que haja sempre núcleos de pesquisa como esse em congressos (como o NP de mídia Visual coordenado pela professora Sonia B. Luyten, e o NPHQ que tem reuniões mensais na ECA-USP), já que creditam a devida importância e relevância social às histórias em quadrinhos, ainda não totalmente valorizadas devido ao preconceito das sociedades, quanto ao potencial informacional imagético, o que é um erro crasso e grave.

A seguir, os resumos dos trabalhos e autores:

1- J.Carlos e os Primeiros Personagens Infantis das HQ Brasileiras
Athos Eichler Cardoso (UNB)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: O fato de que a proverbial falta de memória brasileira tenha dado a ilusão de que os quadrinhos brasileiros foram criados com a intervenção de desenhistas geniais como Ziraldo e Mauricio de Sousa precisa ser reavaliado quando se comemora os 100 anos de fundação do O Tico-Tico em 11 de outubro de 1905. Nele, pela mão bendita de J.Carlos, foram desenhados entre 1905 e 1907, e posteriormente, com o regresso da colaboração dele em 1923, os fantásticos Juquinha, Jujuba, Borboleta e Lamparina coadjuvados pelos não menos interessantes Gury, Carrapicho, Cartola e Goiabada. É de se ressaltar que o discriminado Gury, antes de uma série de outros, é o primeiro personagem negro dos quadrinhos brasileiros.                                

Palavras chaves: quadrinhos, J.Carlos,Tico-Tico.
 
2- Infância de papel: o discurso sobre a infância nos quadrinhos de Mauricio de Sousa
Marcília Luzia Gomes da C. Mendes
(UERN)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: Análise do discurso sobre a infância nos quadrinhos de Mauricio de Sousa, a partir do domínio e compreensão da linguagem como prática social e discursiva, tomando-se como suporte indispensável às abordagens sobre discurso em Foucault e Bakhtin. Mini-currículo: Professora e pesquisadora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, doutoranda em Ciências Sociais na UFRN, mestre em Ciência da Informação pela UFPB.

Palavras-chave: quadrinhos, discurso, infância

3- O desemprego estrutural crônico: uma leitura através das charges
Rozinaldo Antonio Miani (UEL/PR)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: Neste trabalho analisamos a charge como uma das estratégias comunicativas mais eficientes no universo da imprensa sindical. Ao tratar das questões relativas ao mundo do trabalho, de modo geral, e do desemprego estrutural crônico, de modo particular, a charge explicita, através do humor e da intertextualidade, toda a sua natureza persuasiva e ideológica revelando a intencionalidade crítica das direções sindicais. Para defender a condição da charge como editorial gráfico, analisamos algumas charges produzidas pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC durante a década de 1990 sobre a questão do desemprego e concluímos que se tratou de um instrumento efetivo da prática discursiva sindical com vistas à demarcação das posições políticas do referido sindicato.

Palavras-chave: charge, imprensa sindical, desemprego, mundo do trabalho

4- As diversas expressões do vazio no traço de Crumb, Henfil e Angeli
Luis Fernando Rabello Borges
(UNOCHAPECÓ)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: O presente trabalho se propõe à realização de uma breve análise a respeito de como o vazio pode ser representado através da linguagem dos quadrinhos. Tomando por base três quadrinhistas vinculados à vertente dos ditos "HQs alternativos" ou "não-enlatados" - o norte-americano Robert Crumb e os brasileiros Henfil e Angeli, representantes, respectivamente, das décadas de 1960, 1970 e 1980 - e os estudos semióticos de análise de imagem, o vazio nesse caso diz respeito a questões tanto propriamente de ordem gráfica - quadros preenchidos ou não - quanto em termos de expressão de uma espécie de "vazio da existência".

Palavras-chave: vazio, contexto histórico, contracultura, semiótica da imagem

5- O Pecado de Sin City - Adaptação dos Quadrinhos para o Cinema
Monica Fontana (Cesbam), Luciana de Almeida Pereira Jordão (Cesbam)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: Cada vez mais presente nas produções atuais, a adaptação dos quadrinhos para as telas do cinema tem contribuído para o debate, sempre atual, sobre o diálogo entre as mídias. Questões sobre as especificidades de cada linguagem surgem a partir das alterações de sentido que decorrem deste processo em função de fatores como tempo, construção de personagens e elementos visuais. O recente lançamento do filme Sin City, de Robert Rodriguez e Frank Miller, baseado na série homônima em quadrinhos, promete uma façanha ímpar: a de não provocar perdas formais no processo de adaptação. Este estudo busca analisar os elementos narrativos das duas mídias, verificando os limites intrínsecos a esta construção.

Palavras-chave: Quadrinhos, cinema, adaptação, Sin City

6- O Meme nas Histórias em Quadrinhos
Gazy Andraus (USP)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: As histórias em quadrinhos (HQ) desenvolveram-se como formas de comunicação artística e comunicacional distintas em diferentes países do mundo. O Meme foi um termo definido pelo biólogo Richad Dawkins, que pode ser esclarecido como um elemento não físico que se utiliza do cérebro como artefato de replicação. Partindo-se desse pressuposto, é possível aventar que também haja indícios de atividade memética como reflexo das atividades mentais dos autores de HQ, resultando em padrões e características ético-estéticas nas suas produções, influenciando-se em sua propagação cultural, inerentemente às diversas culturas humanas a que pertencem. Assim, através da teoria memética, as HQ servem como mais um enfoque cultural interdisciplinar passível de melhor compreensão de suas estruturas, bem como objetos de estudo social e antropológico. Mini-currículo: Doutorando em Ciências da Informação e Documentação pela ECA-USP, mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, bolsista do CNPq, pesquisador do NPHQ daECA, editor e autor independente de histórias em quadrinhos adultas de temática fantástico-filosófica.

Palavras-chave: histórias em quadrinhos, meme, cultura, interdisciplinaridade

7- Shinji Ikari: A Saga do Herói Mitológico nos Quadrinhos Japoneses
Alexandre Luiz dos Santos Mendes
(Unesp)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: Este trabalho tem por objetivo examinar a importância da figura do herói dentro das histórias em quadrinhos japonesas, as quais são denominadas Mangás, e seus desdobramentos em termos da recriação da saga do herói mitológico greco-romano na construção da personagem Shinji Ikari, um garoto de 14 anos com sérios problemas de relacionamento interpessoal, o qual é o protagonista da série Neon Genesis Evangelion, do estúdio Gainax, publicada no Brasil pela Editora Conrad desde novembro de 2001. Mini-currículo: Alexandre Luiz dos Santos Mendes é bacharel em Desenho Industrial com habilitação em Programação Visual pela Unesp - Bauru e aluno regular do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Midiática nível mestrado da mesma instituição, vinculado à linha de pesquisa Produção de Sentido na Comunicação Midiática, sob orientação da Profa. Dra. Solange Bigal.

Palavras-chave: Quadrinhos, Mangá, Herói, Mitologia

8 - Histórias em Quadrinhos, consumo e mitologias: do romanesco ao camp
Daiany Ferreira Dantas
(UFPE)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: O artigo analisa a situação das Histórias em Quadrinhos no campo da cultura de massas. Atentando para suas origens folhetinescas e vocação multimidiática, tenta mapear historicamente a relação personagem-público-consumo, evocando desde a constituição mitológica de seus estereótipos até a relação de proximidade e afetividade que eles são capazes de suscitar. O objetivo é tentar aplicar uma leitura Camp ao objeto midiático das HQs, na tentativa de expandir o debate sobre a sua função como produto cultural.

Palavras-chave: Histórias em Quadrinhos, estereótipos, consumo, kitsch

9 - O imaginário em Mafalda numa prospecção pós-moderna
Maria Beatriz Furtado Rahde (PUCRS), André Fagundes Pase (PUCRS)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: As histórias em quadrinhos de Mafalda, criadas pelo desenhista argentino Quino foram um instrumento de crítica contra a ditadura que regia seu País e enquanto a pós-modernidade eclodia, o regime moderno militar era criticado por essa produção imagística e assim, utilizando-se de personagens-mirins, Quino propõe ensinamentos nas falas da turma de Mafalda, que procuramos contextualizar, retratando como é possível pensar o surgimento da pós-modernidade, seus processos imaginários e a sua aplicação na criação da personagem.

Palavras-chave: Histórias em Quadrinhos, Moderno, Pós-Moderno, Imaginário

10 - O Aprendizado da Linguagem da História em Quadrinhos
Edgard José de Faria Guimarães (ITA)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: Este texto trata da seguinte questão: a linguagem da História em Quadrinhos pode ser aprendida naturalmente ou precisa ser ensinada formalmente? São apresentados argumentos a favor e contra cada uma das possibilidades. Cada elemento da linguagem da História em Quadrinhos é analisado em relação à facilidade de apreensão pelo leitor. Relacionada a esta questão está a eficiência da História em Quadrinhos como instrumento educacional. Finalmente é proposta uma síntese da questão.

Palavras-chave: História em Quadrinhos, Linguagem, Ensino/Aprendizagem

11 - Estudo Comparativo Entre a Produção Brasileira de Histórias em Quadrinhos e a Produção Estrangeira, Veiculadas no País, Entre 1934 e 1970
Ricardo Bruscagin Morelatto (Mackenzie)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: O plano de pesquisa ou proposta inicial, procurou estabelecer a princípio, um quadro comparativo dos índices quantitativos das Histórias em Quadrinhos nacionais, frente à veiculação de material estrangeiro dentro do mercado editorial. Deteve-se na análise estatística e levantamento "de campo" das publicações de HQs veiculadas no país, no período de 1934 à 1970. Para isto, utilizou-se da consulta às fontes bibliográficas disponíveis, adotando como documento principal no direcionamento desta proposta, o estudo e catalogação de Histórias em Quadrinhos veiculadas no país, realizado por Mário Tabarin, Enrique Lipsick e Álvaro de Moya, quando da realização da Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos no MASP, em 1970. Mini-currículo: Ricardo Bruscagin Morelatto é mestre em Artes Visuais, formado pelo Instituto de Artes da UNESP/SP em 1996, autor da dissertação: O "Poético" Possível, nas Histórias em Quadrinhos Brasileiras: do Texto Narrativo, ao Texto "em Volume". Atua na área do Design Gráfico e é professor do curso de Publicidade, Propaganda e Marketing da Universidade Mackenzie e do Centro Universitário Nove de Julho (UNINOVE/SP). Contato: morel@mackenzie.com.br

Palavras-chave: Mercado Editorial, Histórias em Quadrinhos, Desenho

12- Zé Carioca, um brasileiro: reflexos da modernidade e da pós-modernidade na trajetória do personagem
Marcia Schmitt Veronezi Cappellari
(PUCRS)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: O presente artigo analisa, interpreta e compara o personagem Zé Carioca, de Walt Disney, nos contextos da modernidade e da pós-modernidade. Abordando o aspecto formal, o conteúdo e a linguagem das histórias, este estudo procura relatar a trajetória da personagem desde sua criação até os dias atuais, analisando como o papagaio abandonou os padrões morais e formais de Disney, se transformando em um anti-herói de hábitos contemporâneos. Mini-currículo: Doutoranda em Comunicação Social na linha de pesquisa Cultura Midiática e Tecnologias do Imaginário na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Bacharel em jornalismo pela PUCRS. Autora da dissertação de mestrado intitulada A Comunicação Visual nas Histórias em Quadrinhos On-line: a arte seqüencial no contexto pós-moderno do ciberespaço. Contato: marciaveronezi@yahoo.com.br

Palavras-chave: história em quadrinhos, arte seqüencial, imagem, pós-modernidade

13- A Configuração do Herói nas Narrativas de Dragon Ball e Dragon Ball Z
André Luiz Souza da Silva (UFBA), José Benjamim Picado (UFBA)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: A proposta deste trabalho é abordar como se conforma à figura do herói através do mangá  Dragon Ball e Dragon Ball Z representado pelo personagem Goku, traçando um comparativo entre o modelo do herói do mundo dos mangás e dos comics, tendo este último exemplificado pelo Superman. Para isso serão verificadas questões relacionadas à tipicidade e ao mito e a sua validade dentro do universo dos mangás usando algumas conceitualizações de Barthes e Eco. Mini-currículo: André Luiz Souza da Silva - Mestrando em Comunicação e Cultura Contemporâneas - UFBA. Pesquisador do CNPq. José Benjamim Picado - Professor Doutor do Programa de Pós Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas - UFBA. Pesquisador do CNPq.

Palavras-chave: Mangá, Herói, Tipicidade, Mito

14- Quarenta anos de fanzine no Brasil: o pioneirismo de Edson Rontani
Ana Camilla França de Negri (CREUPI)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: Fanzine é uma publicação artesanal feita por fãs que querem trocar informações e mostrar seus dotes artísticos. Surgida nos EUA a partir dos anos 1930, esse tipo de revista foi produzida no Brasil somente em 1965 graças ao pioneirismo do piracicabano Edson Rontani, que resolveu fundar o Intercâmbio Ciência-Ficção "Alex Raymond" e editar um boletim para abordar quadrinhos e reunir os amantes dessa arte. O boletim saiu em 12 de outubro e foi batizado com o nome de Ficção. Dono de uma das maiores coleções de quadrinhos do país, Rontani foi um artista múltiplo. Além de ser o responsável pelo primeiro fanzine do país, foi ilustrador, artista plástico, pintor, escultor, vitrinista, desenhista, decorador, radialista e até jornalista. Mini-currículo: Jornalista graduada pela Universidade Metodista de Piracicaba; especialista pela mesma instituição pesquisando a reportagem em quadrinhos de Joe Sacco; mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo, onde pesquisou a história da reportagem no Brasil. Atualmente é professora no curso de Publicidade e Propaganda trabalhando com pesquisas na área de história da comunicação, cinema e quadrinhos

Palavras-chave: fanzine, quadrinhos alternativos, caricatura, charge

15- Hipermídia & Histórias em Quadrinhos: Panorama da Produção Brasileira
Edgar Silveira Franco
(USP)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: Apresentamos neste artigo exemplos de HQtrônicas - histórias em quadrinhos eletrônicas, linguagem híbrida que funde os códigos tradicionais das HQs em suporte papel às possibilidades abertas pela hipermídia - que se destacaram no panorama brasileiro contemporâneo pelo grau de experimentação envolvido em sua criação ou pela popularidade entre os leitores/navegadores. Também são apontados sinteticamente os códigos hipermidiáticos utilizados nesses trabalhos. Mini-currículo: Arquiteto pela UnB, mestre em Multimeios pela Unicamp, professor dos cursos de Arquitetura e Urbanismo & Ciência da Computação da PUC-MG (Poços de Caldas). Como pesquisador de arte, publicou artigos em revistas e livros e tem apresentado suas pesquisas em congressos como Intercom, Compós e SBPC. Sua pesquisa de doutorado em artes na ECA/USP, Perspectivas Pós-Humanas nas Ciberartes, foi premiada no programa Rumos Pesquisa 2003 do Centro Itaú Cultural (SP). É também ilustrador e quadrinhista, com dezenas de páginas publicadas no Brasil e exterior.

Palavras-chave: Histórias em Quadrinhos, Hipermídia, Internet

16- Os Universos de Chico Bento - Estereótipos, Elementos de Funcionamento Universal e Produção de Sentido Nestes Quadrinhos de Mauricio de Sousa
Chris Benjamim Natal (AlFa - Umesp), Lílian Natálie Barreiros Natal (Umesp)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: Esta comunicação científica visa identificar elementos que venham a possibilitar uma análise do discurso inerente à imagem estereotipada do "caipira" expressa no personagem de história em quadrinhos Chico Bento, de Mauricio de Sousa, analisando seus elementos comparativamente a outros encontrados em outras revistas da mesma linha, com especial ênfase nos dados que imprimam credibilidade ao funcionamento do universo de personagens ao seu redor, tramas e acontecimentos típicos, em contraste com a realidade do homem do campo brasileiro de hoje. Visa-se, ainda, discutir a origem e o funcionamento desses elementos ficcionais nas histórias específicas, seus protagonistas, antagonistas e coadjuvantes, mensagens ideológicas, lógica usada na produção do sentido e aproximação/distanciamento da realidade contemporânea.

Palavras-chave: Histórias em Quadrinhos, Mauricio de Sousa, Chico Bento, Turma da Mônica
 
17- pesquisa sobre quadrinhos no Curso de Comunicação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte: uma análise introdutória
Marcília Luzia Gomes da C. Mendes (UERN)
Histórias em Quadrinhos

Resumo: A invasão dos quadrinhos japoneses no Brasil é maciça, desbancando os comics americanos e consolidando-se como fenômeno cultural e midiático único. Impulsionando a produção nacional de quadrinhos que seguem essa estética, com destaque à revista Holy Avenger, os mangás penetram não apenas no mercado editorial como influenciam e criam enxertos de padrões no quadrinho nacional não autoral e de consumo, criando o que se convencionou chamar de mangá brasileiro. Mini-currículo: Marcilia Luzia Gomes da Costa Mendes é professora e pesquisadora do Curso de Comunicação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), doutoranda em Ciências Sociais na UFRN e mestre em Ciência da Informação pela UFPB. Juscelino Neco de Souza Júnior é aluno do Curso de Comunicação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), habilitação em Jornalismo, monitor da disciplina Teoria da Comunicação I e orientando da pesquisa. Francisco José Portela é aluno do Curso de Comunicação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte(UERN), habilitação em Jornalismo, orientando da pesquisa.    

Palavras-chave: Quadrinhos, mangá, RPG

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