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Resenha: Rumo aos anéis de Saturno
Por Cadorno Teles
30/03/2009

Arthur e sua irmã Myrtle vivem numa casa errante em órbita da Terra. A Rosa dos Ventos, como sua morada é conhecida, é uma mansão isolada que orbita o nosso planeta em algum ponto além da Lua. Construída no século XVIII por um antepassado dos jovens, após o boom espacial que as grandes descobertas de Isaac Newton possibilitaram. É nesse cenário espacial que a jornada da dupla se inicia, no livro Rumo aos Anéis de Saturno, ou, A Vingança das Aranhas Brancas! Ou Rosa dos Ventos (tradução de Larklight ou The Revenge of the White Spiders! Or To Saturn’s Rings and Back, por Ricardo Gouveia, Cia das Letras, 296 págs., R$ 39,50), uma aventura de ficção cientifica juvenil que aborda a possibilidade dos conquistadores do espaço fossem os ingleses, antecipando a corrida espacial em séculos.

Escrita por Philip Reeve, britânico que iniciou sua carreira artística por ilustrar a série Buster Bayliss, um comic police e seguiu a carreira de escritor. A narrativa resgata a era vitoriana e a lança para o espaço, com a Marinha britânica expandindo o Império por todo o sistema solar, de Vênus a muitas luas de Júpiter. A jornada tem início quando Art, como Arthur Murphy é chamado pelo pai e irmã, descobre que um visitante chegará a Rosa dos Ventos. Tudo correria bem, até sua morada é atacada por aranhas espaciais que
seqüestram seu pai, enquanto os dois irmãos conseguem fugir numa bote de lançamento. São resgatados pelo famoso pirata capitão Jack Haurock e sua tribulação de criaturas estranhas. Na verdade, todos os que navegam no Sophonia, nome da nave-pirata, são fugitivos do Instituto Científico de Londres, espécimes que seriam dissecados e analisados pelos cientistas.

Reeve cria um mundo fascinante neste primeiro volume de mais uma série que promete. Art vive numa sociedade típica dos anos 1800, um cenário acostumado com viagens interplanetárias, outras variedades de vida – que são colocadas como criaturas monstro, sem inteligência. O autor consegue detalhar as minúcias das cidades da época, do cortes de cabelo aos trejeitos dos cidadãos, tudo ainda melhor visualizado com as ilustrações de David Wyatt. Se o cenário não chama a atenção dos leitores, a ação da aventura é que atrairá. Art e Myrtle pulam de situações tensas em todo instante, a maioria dos capítulos possuem clímax para manter os leitores até o final. Uma bela mistura de fantasia e ficção cientifica, os fãs de ambos os gêneros vão encontrar muito mais do que isso para desfrutar.

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