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Os Dez Melhores Gibis de Jogul
Por Marcio Baraldi
30/05/2010

Esta semana, chamei meu velho amigo Ken Parker e mandei-o ao encalço do artista plástico, ilustrador e supercolecionador de gibis João Guilherme de Lima, o Jogul! Jogul é um dos responsáveis pelo blog mais completo sobre Ken Parker no Brasil, o KenParkerBlog (conheça-o aqui). Assim que Parker o achou, encostou seu rifle comprido (vixi!) no pobre Jogul e fê-lo confessar seus dez gibis preferidos. Como Jogul não é besta pra tirar onda de herói, é vacinado e é cowboy, abriu o bico rapidinho e entregou o ouro. E é claro que tinha um gibi do Ken Parker no meio (alias, dois), senão já viu, né? Rifle comprido ia ficar nervoso! Conheça, portanto, os dez gibis mais importantes para o cowboy fora-da -lei Jogul! Bang, Bang!

Os Dez Melhores Gibis de Todos os Tempos

Por Jogul

01 - Almanaque de Férias do Fantasma (RGE) Lee Falk e Winsor McCoy
Este gibi me marcou muito por trazer a histórica HQ “Aventura na América”, onde o Fantasma viaja até Nova Iorque para conhecer tio Dave e mamãe Lily, a família de Diana Palmer. Escolhi esse gibi numa banca de jornal no bairro de Perdizes, em São Paulo. Foi um presente de minha mãe, verdadeira recompensa para um menino caipira. Nessa época eu morava no município de Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba, tinha onze anos de idade, e  mensalmente, com um tampão na vista esquerda, passava uns dias na capital paulista, para tratando oftalmológico.

02 - Almanaque do Cavaleiro Fantasma 1964 (RGE) e Almanaque Zorro 1964 (Ebal)
Aqui não tem como não citar os dois gibis! Meus pais estavam sempre viajando pra São Paulo, sempre viagens curtas, de um ou dois dias. Ficávamos, meu irmão caçula e eu, na casa de meus avós maternos. Na volta, sempre tarde da noite, ganhávamos guloseimas, algum presente, e nessa ocasião ganhei esses dois almanaques juntos. Foi inesquecível! O gibi do Cavaleiro Fantasma apresenta uma história inspirada no filme “O Céu Mandou Alguém” (3 Godfathers), com John Wayne. Maravilhoso!

03 – Tarzan (3ª Série) # 35 - Coleção Lança de Prata (Ebal, 1968)
Manhã de sábado: aula de moral cristã. Meu tio-padrinho – o melhor do mundo – era quem nos acompanhava, a mim e a meu irmão. Na volta, também era sagrado, uma parada no Percy Bazar, ponto de venda de jornais, revistas e gibis de Cachoeira Paulista, interior de SP. Sempre ganhávamos um ou mais gibis (meu tio é outro leitor de quadrinhos inveterado). Numa dessas visitas, que visão divina, enfileirados, chamando a atenção de quem tem olhos de ver, os oito primeiros números da Coleção Lança de Prata. A começar pelo nº 28, O Nascimento de Tarzan dos Macacos (aquela capa magnífica, Tarzan enfrentando o terrível Kerchak, faca pronta pra ferir, fundo azul), o 1º livro da série desenhada por Russ Maning. Claro, meu tio comprou todos! E esse foi o meu primeiro gibi do Tarzan!!!

04 - Almanaque Batman 1971 (Ebal)Denny O’Neil, Neal Adams, Irv Novick, Dick Giordano
Nas páginas desse gibi vi o Homem Morcego retornar às trevas, nas mãos de Denny O’Neil, Neal Adams, Irv Novick, Dick Giordano e outros. O início da história “Pinte um quadro do perigo” dá arrepios: Batman surpreendendo aqueles homens-rãs, sendo arpoado! Neal Adams, sua arte, seus enquadramentos... Inesquecível!!! Outra HQ marcante deste gibi,  “Tempo quente em Gothan esta noite”, também é ótima: curta, mas bem movimentada. E o Batman de Novick me agrada muito mais que o herói nos traços do próprio Adams!

05 - Tarzan em Cores (2ª Série) # 2 – Coleção Lança de Ouro (Ebal, 1973)
Capa fantástica de Joe Kubert, responsável pelo roteiro e desenhos da HQ “O Prisioneiro”, baseada em “Contos da Selva de Tarzan”, de Edgar Rice Burroughs. A 1ª série de Tarzan em Cores só vale pelas capas, pois o miolo eram antigas histórias colorizadas. Já a segunda série trouxe o material de Kubert que, na minha visão, desenha o melhor Homem Macaco dos quadrinhos! Sua aparição nos quadrinhos de Tarzan foi uma  surpresa das mais agradáveis!

06 - O Homem-Aranha # 55 ( Ebal, 1973)
Escolho essa edição muito mais pela sua capa, pelo momento da vida de Peter Parker que ela retrata; pela dramaticidade que sempre envolveu os confrontos do Aranha com o Duende Verde, que culmina com a morte chocante de Norman Osborne; pela arte de Gil Kane, John Romita e roteiros de Gerry Conway. A melhor fase do Homem-Aranha. Saudades!

07 - Ken Parker # 5 ( Vecchi, 1979) - Berardi & Milazzo
Foi no final de “Homicídio em Washington”, quarto episódio da série, que constatei: Berardi & Milazzo mudaram minha vida de leitor de gibi pra antes e depois de Ken Parker! Daí esperar 30 dias por este quinto numero da revista, com a história “Chemako”, foi um verdadeiro tormento. Março chegou, os dias correram soltos, abril já se avizinhava e nada da revista. Já estava até temendo um possível cancelamento, quando, numa manhã, indo pro trabalho, na Avenida Celso Garcia, no Belenzinho, em São Paulo, vi pela janela do ônibus o cartaz pregado na banca de jornal, anunciando “Chemako: Aquele que não se lembra”. Se fosse o Lucas Pimenta diria, chorei... mas dei foi muita risada, isso sim!

08 - A Espada Selvagem de Conan # 1 (Abril, 1984) - John Buscema & Roy Thomas
Nessa época as bancas estavam lotadas de formatinhos, histórias repetidas, remontadas, pessimamente colorizadas: uma das piores fases dos quadrinhos no Brasil, muito pouco se salvava. Mas eis, que de repente surge o Conan de John Buscema e Roy Thomas, trazendo o retorno do p&b, do formatão, com aquelas capas pintadas maravilhosas! Pra mim gibi tem que ser assim! A Espada Selvagem de Conan foi como um oásis. Comprei meu exemplar do nº 1 assim que o vi na banca!!!

09-  Batman: A Piada Mortal (Abril, 1988) - Alan Moore & Brian Bolland
A melhor história do Batman de todos os tempos! Supera, em importância, até mesmo o também genial O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, já que faz parte da cronologia oficial do herói. Allan Moore revela completamente o Coringa e o quão próximo ele está do Morcego. O traço forte e a narrativa gráfica de Brian Bolland fazem o resto. Não me canso de reler. Agora, colorizada pelo próprio desenhista, está melhor ainda.

10 - Ken Parker Collection # 31 (Panini italiana, 2005) - Berardi & Milazzo
O grande lance dessa edição é “Il respiro e il sogno”, a obra prima de Berardi & Milazzo, que reúne as HQs “Filhotes”, “Soleado”, “A lua da magnólia em flor” e “Pálidas sombras”. Todas histórias curtas, sem texto, em belas aquarelas. Sonhei com “Il respiro e il sogno” por uns 20 anos. Aqui no Brasil, nos anos 80, entre os kenparkerianos mais atualizados, essas pérolas ficaram conhecidas como “Primavera, verão, outono e inverno”. Hoje, tenho todas as edições que apresentam essas histórias (inclusive as do CLUQ, que não ficam devendo a ninguém, muito pelo contrário), mas a minha primeira vez foi com esta Ken Parker Collection # 31 (que traz de lambuja “Quack”, homenagem da dupla ao Pato Donald).

 

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