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Crítica: A Era do Gelo 3
Por Will
30/06/2009

Um novo mundo

Geralmente as continuações dos filmes de animação costumam dar muito mais certo dos que os filmes em live action (atores reais), e A Era do Gelo 3 não é diferente. A nova animação da Fox é de cara um sucesso garantido, tem todos os elementos que o público já conhece e acrescenta novos que vão, com certeza, agradar aos fãs. Este novo filme fala de companheirismo e amizade, isto sempre foi o cerne e o que liga os personagens principais, mas a nova mensagem é sobre o lugar que cada um ocupa na vida do outro; todos esses aspectos vão permeando cada momento até o final.

Basicamente, e isso não vai atrapalhar ninguém de assistir, o casal mamute, Manny e Ellie esperam o nascimento de seu filhote. Sid, a preguiça, procura acompanhar, sempre atrapalhadamente, este momento familiar. Diego, o tigre de dentes-de-sabre, sente-se deslocado. Os irmãos gambás Crash e Eddie também estão de volta e tudo isso começa naquele mesmo ambiente já conhecido, gelo e neve por todo lado, tudo muito branco, porém, vai mudando à medida que novos cenários nos são apresentados com novos personagens que vão compor a trama desta nova história. Quem já viu um dos dois trailers sabe muito bem que, estes novos personagens, trata-se de dinossauros, e de seu habitat natural o que muda completamente o tom da animação, por tom quero dizer a cor mesmo. A paisagem, antes imaculadamente branca, passa a ter uma profusão de cores e matizes que se mostram em plantas, árvores, rochas e animais, criando um espetáculo multi-cor aos olhos. Quem prestou atenção ao título original, Ice Age 3: Dawn of the Dinossaurs, também teve uma boa pista, mas, tenho que dizer que o novo personagem mais legal não é um dinossauro... esperem pra ver.

Obviamente o esquilo-rato Scrat não podia ficar de fora e não fica. Como nos anteriores ele vai aparecendo em momentos determinados do filme, desta vez um pouco mais e, de novo, quem viu os trailers sabe que tem até um par romântico para ele, a Scratita. O ritmo é vertiginoso, as cenas de ação se multiplicam, tem mais comédia que os anteriores e não faltam referências visuais e no texto para aqueles que ficam atentos e apreciam esses detalhes. O estilo desta animação está mais do que consolidado e a equipe de animadores faz o que quer em temos de cenários e criação de personagens. A direção é, novamente, de Carlos Saldanha, diretor e animador brasileiro que virou a estrela e a mão por trás do Blue Sky Studios e está na produção desde o primeiro Era do Gelo (2002).

Apesar do elenco de vozes original contar com estrelas como John Leguizamo, Denis Leary e Queen Latifah, eu acho que vale muito a pena assistir a versão com as vozes nacionais de Diogo Vilela, Cláudia Gimenez, Tadeu Mello, Márcio Garcia e Alexandre Moreno, desculpem os puristas, mas as falas dubladas são um atrativo à parte. Outro fator que pode fazer uma diferença é assistir ao filme na versão 3-D, principalmente nas cenas de ação, é legal mas não é determinante para a apreciação do trabalho. O mais importante aqui é o desenvolvimento da trama e o aspecto visual que dão o destaque à produção. A diversão é garantida e me dá a impressão que essa era do gelo, pode e ainda deve, durar uns milênios.

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