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Judoka: Do Gibi para o Cinema
Por Roberto Guedes
30/07/2005

O Judoka estreou em 1969 pela EBAL, na sétima edição da revista homônima. Nas seis primeiras, essa revista publicou histórias de Judomaster - personagem norte-americano da Charlton Comics criado por Frank Mclaughin.

As histórias vinham com roteiros de Pedro Anísio e arte de vários desenhistas, entre eles: Eduardo Baron (que era o diretor de arte da EBAL), Mário José de Lima, Fernando Ikoma e Floriano Hermeto, o que mais se destacou. "FHAF", como Floriano costumava assinar, era adepto do estilo europeu, e por isso, promoveu um visual diferenciado para a revista.

O Judoka - que em sua identidade "civil" era um jovem estudante - tinha como mestre de judô, o sábio Minamoto. Além disso, sua namorada Lúcia era sua parceira no combate ao crime. O uniforme do casal era igual: um quimono verde e branco e uma máscara tipo a do Robin (parceiro de Batman). A revista tinha um cunho patriótico que procurava exaltar as virtudes do Brasil. Assim, o casal de heróis ia, a cada edição, para um ponto diferente do país.

O Brasil vivia sob o jugo da Ditadura Militar, embalada pelo slogan político "Brasil, ame-o ou deixe-o!", da (con) gestão do presidente Emílio Garrastazu Médici. O gibi agradou e o personagem acabou por fazer o caminho inverso do Capitão 7 - que começou na TV e depois virou gibi - gerando uma produção cinematográfica, com Pedro Aguinaga e Elizângela nos papéis principais. O filme estreou nas telas em 1973, mas passou quase que despercebido. A popularidade do Judoka começou a declinar aos poucos e logo, a revista do herói marcial foi cancelada. Mesmo assim, trata-se de um grande marco na história dos super-heróis brasileiros, já que o título durou expressivos quatro anos. Durante muitos anos, a revista do Judoka seria considerada a última grande investida dos quadrinhistas brasileiros no gênero.

Em 2003, o nome do personagem veio outra vez à baila, porém ligado a uma notícia trágica: um de seus desenhistas, Francisco Ferreira Sampaio, cometeu suicídio - ao pular da janela de seu apartamento no bairro carioca de Fátima. Dizem que Francisco tinha muitos problemas de ordem psicológica.

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