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Formando caráter... e inimigos
Por Dark Marcos
29/05/2011

Quando os super-heróis da Marvel começaram a surgir, era notável o desenvolvimento de cada personagem no decorrer das edições em que eram publicados. Características que hoje os tornam marcantes eram experimentadas diante da aceitação do público leitor. E a característica mais marcante do Homem-Aranha, seu caráter, também passou por um processo parecido. Se hoje temos um Peter Parker que é bem humorado, com espírito de herói ou mesmo como alguém que se considera azarado e atrapalhado, no começo isso ainda não era tão claro. No terceiro número da revista Amazing of Spider-Man, publicada em Julho de 1963, em especial, parece que o escritor Stan Lee testou todas as faces do personagem em uma só história. Com isso, acaba tornando a personalidade do herói um tanto quanto forçada, dando a impressão que o escritor está meio perdido. O Peter Parker aqui simplesmente deseja que as coisas se tornem mais difícieis para, logo em seguida, desistir de tudo logo no primeiro tapa que sofre do vilão. Mas o saldo final é uma bela história de perseverança... e Stan Lee parece ter encontrado o rumo desde então.

O Homem-Aranha está ficando entediado de prender malfeitores comuns. Para alguém com poderes sobre-humanos, isso parece ser uma tarefa muito fácil. Em contrapartida, nos é mostrado um excêntrico físico, que ficou conhecido como Doutor Octopus (apelido dado em tom jocoso pelos seus colegas de trabalho), devido aos braços mecânicos que utiliza para manipular materiais radioativos. Um incidente faz com que esses mesmos braços se fundam ao corpo do físico. O choque parece ter alterado até mesmo sua índole... ou talvez ele tenha se tornado malvado para se vingar daqueles que o ridicularizavam (apesar de sua genialidade).

O Aranha chega ao hospital onde o físico estava sendo tratado após o incidente radioativo e é atacado pelos braços mecânicos do novo vilão. Nem mesmo sua agilidade é suficiente para escapar dos tentáculos. Nesse primeiro encontro, o herói é simplesmente arremessado longe. Humilhado, Peter decide deixar de ser o Homem-Aranha.

Quem dá um novo impulso a carreira do herói é o Tocha Humana, que está dando uma palestra onde Peter estuda, falando sobre suas aventuras junto ao Quarteto Fantástico e da forma como o grupo enfrentava crises e derrotas. Com esse novo ânimo, o Homem-Aranha volta a perseguir o Doutor Octopus e acaba derrotando-o dentro de um Centro de Pesquisas, onde o vilão pretendia se apoderar do equipamento. O Aranha agradece o Tocha Humana, e este fica confuso sobre o que foi que fez afinal.

No quarto número da mesma revista, publicada em Setembro de 1963, é introduzido o vilão Homem-Areia, que apareceu no filme Homem-Aranha 3. Apesar da origem do vilão ser apresentada (uma assaltante que se refugiou em um campo de testes nucleares, onde sofreu um incidente que tornou seu corpo arenoso e moldável), ele aparece no Universo Marvel como se já fosse um conhecidíssimo malfeitor. Tanto que até mesmo o herói se espanta ao reconhecê-lo. Uma forma peculiar de se apresentar um personagem. E pela primeira vez acontece a situação que iria perseguir o Homem Aranha por um bom tempo: sua máscara rasga e ele pena para costurar seu uniforme, já que, pedir isso para outra pessoa, seria o mesmo que revelar sua identidade.

A onda de azar que persegue o Homem-Aranha parece não dar trégua. Agora, nem mesmo o mais mequetrefe dos bandidos parece dar muita importância para sua presença. Para piorar a situação, o herói dá de cara com o Homem-Areia. Suas habilidades parecem inúteis, já que atingir esse vilão é o mesmo que socar um monte de areia. Ou seja, força física não lhe causa o menor dano.

Mesmo assim, o destino parece não dar trégua pra nosso herói. O Homem-Areia vai parar em um colégio, onde faz professor e alunos de reféns. O colégio é o mesmo onde Peter estuda. O jovem veste seu uniforme de Homem-Aranha e livra seus colegas do Areia. A luta dura por um bom tempo, mas o Aranha não consegue muito além de apenas ganhar tempo com alguns sopapos. Ele resolve a situação de modo simples, usando um aspirador de pó contra o Homem-Areia e prendendo-o dentro de um saco de areia.

Mas, nessa edição dedicada aos azares do Aranha, o editor J. Jonah Jameson continua sua onda de difamação contra o herói, dividindo opiniões entre o povo de Nova Iorque e até mesmo desanimando Peter de suas peripécias.

 

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