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Como foi: lançamento do fanzine PutzGrila #2
Por Wilson André Filho
22/05/2006

Gual, Jal, Rodolfo Zalla, Osvaldo Pavanelli e Maria Helena C. Pinho


Noite de festa para a arte seqüencial no Centro Cultural Vergueiro. No último sábado, dia 20, aconteceu na Gibiteca Henfil o lançamento (divulgado aqui) da publicação independente PutzGrila #2, fruto do trabalho dos mais de 40 inscritos que terminaram as oficinas de Histórias em Quadrinhos realizadas em 2005, como noticiado aqui.

Na abertura, Maria Helena C. Pinho, coordenadora da Gibiteca, falou da importância que tem esse trabalho dentro da programação da Gibiteca; agradeceu aos professores e aos apoios recebidos, e em seguida passou a palavra para Gualberto Costa e Jal, organizadores das oficinas. Presentes ao evento, convidados ilustres como Rodolfo Zalla, Álvaro de Moya e Osvaldo Pavanelli, foram chamados para compor a mesa juntamente com Eloyr Pacheco, editor do Bigorna.net.

Gual tratou logo de “quebrar o gelo” contando uma reminiscência de sua infância para ilustrar o gosto que tem pelos Quadrinhos, justificando o porquê dessas oficinas. Na sua vez de falar, Jal lembrou aos participantes das oficinas que todos eles agora são “comunicadores” e, como tais, tinham uma responsabilidade maior diante dos fatos. Moya preferiu comentar os recentes acontecimentos na cidade dizendo que, diferentemente das outras grandes metrópoles espalhadas pelo mundo, os habitantes daqui estão acostumados a “cobrar” das autoridades o seu papel e declarou que “São Paulo é a melhor cidade para se viver”, tentando talvez incutir nas mentes desses comunicadores um espírito combativo. Eloyr Pacheco declarou que produzir fanzines é o melhor caminho para um quadrinhista aperfeiçoar o seu estilo, conhecer suas deficiências e superá-las enquanto aprende sobre o processo de se fazer uma História em Quadrinhos. Lembrou que atualmente está em discussão o incentivo à produção, publicação e distribuição de Quadrinhos nacionais, a chamada Lei dos 20%, alertando, no entanto, que a qualidade deve estar acima de qualquer obrigatoriedade.

Cada um dos participantes do curso presentes recebeu um exemplar da publicação e o certificado de conclusão. Como não havia exemplares suficientes para todos que compareceram ao lançamento, foram sorteadas 30 revistas entre o público. A seguir, todos foram convidados a participar de uma “jam session quadrinhesca”, onde cada um faria um quadro para uma grande HQ. Quem deu o pontapé inicial foi Rodolfo Zalla e também participaram desse quadrinho-mural, entre outros, os quadrinhistas Gabriel Bá, Rafael Coutinho (filho do cartunista Laerte), Sam Hart, Fábio Cobiaco, Sandro Castelli, Ricardo Giassetti e Alberto Pessoa.

A PutzGrila #2 tem 170 páginas, miolo preto e branco e capa colorida e, como está escrito na apresentação, contém os trabalhos de um “grupo talentoso de jovens quadrinhistas emergentes, armados simplesmente de papel sulfite, lápis e boas idéias”. Sua impressão foi possível graças ao papel doado pela Conrad, representada no evento na pessoa de Silvio Alexandre, gerente de marketing da editora. A arte de capa foi feita por dois dos participantes da oficina, Bernard Bush e Harriot Junior, que, influenciados pela Pop Art, utilizando-se das técnicas de Roy Lichtenstein em cima de um desenho de Carlos Zéfiro, autor dos famosos “catecismos”, traçaram um paralelo entre as duas manifestações culturais. O evento integrou a programação da 2ª Virada Cultural.

(Foto de Wilson André Filho)

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