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Entrevista: Raphael Fernandes
Por Marcio “Neuman” Baraldi
05/03/2010

“Quero resgatar toda a insanidade da MAD dos anos 70 e 80!!!”

Ilustra de Nei Lima

Um paiaço de nascença! Essa é a melhor definição para Raphael Fernandes, o atual editor da versão brasileira da mais longeva e tradicional revista de humor do mundo, a MAD! Publicada no Brasil desde 1974, a MAD já vendeu milhões de exemplares e divertiu leitores de várias gerações com seu humor típico: insano, sem barreiras e politicamente incorreto. Passando por uma ótima fase, a revista está mais criativa, alegre e colorida do que nunca. E mais brasileira também! Raphael fez questão de fazer pelo menos 50% da revista com autores nacionais. O resultado é uma revista com a loucura tradicional da MAD mas com sabor e tempero típicos brasileiros! Editar a MAD é uma responsabilidade sem tamanho e realmente não é tarefa para qualquer um. É preciso realmente ser muito criativo, cara de pau e um tanto doido para se encaixar no espírito da revista. Sorte que Raphael é tudo isso e mais ainda. É um verdadeiro... paiaço de nascença! Confira na hilária entrevista a seguir. Como diria o minerim: ”COIDILOCOOOOOOOOO!!!”.

Você começou como editor assistente da MAD e logo passou para editor oficial. Você já tinha editado outras revistas antes ou o teu chefe te chicoteou até você aprender na marra?

Que calúnia!!! Comecei como editor assistente das linhas Marvel e DC, mas logo mostrei que não tinha o menor talento pra ficar punhetando texto chato e puxar saco da chefia. Então me mandaram fazer o pior serviço que tinha na editora, editar a MAD Especial da Mythos Editora. Sofri como um infeliz, mas consegui fazer os dois últimos números da série sem maiores perdas e lancei a vergonhosa linha MiniMAD (que a melhor piada era fazer o leitor forçar a vista pra ler as letras miúdas). Fui escolhido pra editar a MAD da Panini sozinho, mas como sou um covarde bundão... pedi pra dividir com alguém. Só quando já tinha levado mais chicotadas que Jesus em filme do Mel Gibson que eu comecei a pegar as manhas e estou por aí, fazendo esse servicinho porco de fazer esse bando de emo e nerd dar risada de piada ruim. E, claro, eu tinha editado revistas infantis, como Homem-Aranha Quadrinhos e Atividades e Marvel Blast. Hoje, eu também edito a Homem-Aranha e Seus Amigos... é da hora trampar com a petizada, re, re, re!...

Mas você lia a MAD antes de ser editor? Você já era fã da revista? Aliás, você sabe ler?

Sempre quis ser leitor da MAD, mas sempre foi impossível! Como moro no meio da quebrada (São Matheus, coração - ou melhor, o toba da Zona Leste de São Paulo), as revistas MAD raramente aparecem por essas bandas - tá pensando que a distribuição nojenta da revista é novidade? As poucas edições que se perderam aqui na bocada foram parar na minha coleção, as duas primeiras comprei juntas (com o dinheiro que roubava da carteira do meu pai) e eram: a do Rodolfo e ET e a do Arquivo X - deu pra ver que eu já era um babaca do outro mundo. Mas depois disso, eu pratiquei o esporte radical de ler as MADs de graça na banca sem que o jornaleiro me desse uns cascudos - você não faz ideia de como leio rápido por causa dessa gambiarra. Se eu sei ler? Tá me tirando, maluco? Eu aprendi a ler com 4 anos de idade... o problema é que só consegui entender o que estava escrito depois dos 16 anos.

A MAD é a revista de Humor mais antiga do mundo ainda em atividade. Muitas imitações surgiram como a Crazy e a Cracked! (lançada no Brasil, como Pancada), mas nenhuma delas foi pra frente. Por que a MAD durou tanto tempo e as outras não?

Arte de Raphael Salimena

Acho que a revista MAD tem muito mais falta de respeito pela humanidade do que as outras. Afinal, que outra revista já tirou sarro das maiores atrocidades que o ser humano é capaz de fazer sem nenhum tipo de preconceito. Por exemplo, não pensamos duas vezes em apontar o dedo na cara dos Emos e xingá-los de afrescalhados chorões ou de apontar pra bunda da Carla Perez e dizer: Você é irmã do Homem-Elefante? Acho que poucas pessoas são capazes de colocar na capa pessoas maravilhosas e de bom coração, como Maluf, John Travolta, FHC, Robert Parkinson, Fernando Collor, Amy Winehouse, Bush, Edir Macedo, Saddan Russein (que o capeta o tenha) e Tiririca.

A primeira fase da MAD era praticamente só com paródias de filmes e afins e era feita só por autores undergrounds, como Bill Elder e Harvey Kurtzman, uma coisa mais hardcore. Depois surgiu a nova fase, com o Alfred Neuman, e ela ficou mais pop, mais moderna. Qual das duas fases você curte mais? Você acha que se ela não tivesse se tornado mais pop ela não teria sobrevivido?

Quem foi que te escalou pra essa entrevista, afinal?!? Larga mão de ser burro e faz a pesquisa no Google direito, caramba!!! A primeira fase da MAD era feita pelos artistas da EC Comics, que era a editora que mais vendia nos Estados Unidos na década de 1950. A galera era desenhista das revistas de terror e crime da EC, mas tavam precisando de uma grana extra pra pagar as contas. Principalmente, o Harvey Kurtzman, pois só estando na pindaíba pra ter uma ideia tão imbecil como criar a revista MAD. Depois os caras se ferraram com as viadagens (que os gays me perdoem) do Código de Ética dos Quadrinhos, um golpe safado pra tirar a EC e seus títulos "sem limites" das mãos da molecada. Pra driblar o Código de Ética, os caras da MAD deram um golpe aumentando o tamanho e deixando a revista em preto e branco (sim, a MAD começou colorida - essa é pra dar um teba nos mongóis que vivem dizendo que odeiam as cores da nova MAD), pois assim os "gênios" da censura tratavam a danada como revista adulta (fala se não é a coisa mais idiota que já ouvi na vida?). Depois dessa papagaiada, Harvey Kurtzman e Bill Elder se tornaram artistas underground e trabalharam por muitos anos em revistas insanas, como Help!, Trump, Playboy e depois pra MAD novamente. Qual das fases gosto mais? Eu gosto de todas, eu sou apaixonado por Quadrinhos e acho que a MAD é uma das coisas mais maravilhosas que já aconteceram para os Quadrinhos, portanto, galera... COMPRE TODAS AS EDIÇÕES QUE ENCONTRAREM, TÁ??!!! Acho que ela não se tornou mais pop, mas teve uma evolução natural e sobreviveu, pois a gente trabalha por muito pouco! Não é, chefia? (Mão de vaca!)

A meu ver, um dos maiores problemas da MAD é a tradução. Ela tem tantas piadas tipicamente americanas que se não for traduzida por alguém muito habilidoso, elas perdem completamente a graça. Você concorda? É difícil traduzir a MAD? Ou é mais difícil traduzir o que um mocorongo como você fala?

Só é difícil traduzir a MAD se você perder tempo tentando entender o que está escrito em inglês, o grande segredo é olhar os desenhos e bolar o texto do nada sem ler. A gente faz isso há mais de 30 anos e ninguém nunca percebeu isso... Afinal, que tipo de infeliz que lê a MAD tem dinheiro pra comprar edições importadas?

Você conseguiu revitalizar a revista e abrir mais espaço que nunca para os colaboradores brasileiros. Era sua ideia desde o princípio ou sofreu ameaças de morte por parte dos quadrinhistas nacionais?

Revitalizar?!? A MAD nunca deixou de ser incrível, mas as pessoas tinham parado de comprar e ouvir falar nela. Agora, com as novas mídias como o Twitter e os blogs... as pessoas começaram a ouvir falar da MAD até não aguentar mais, mas continuam sem comprar a revista. A nossa missão agora é encontrar um jeito de enganar as pessoas e conseguir vender mais exemplares! Estamos tentando resgatar toda a insanidade e a diversão das MADs da década de 1970 e 80 da versão brasileira, mas sem perder a insanidade da primeira fase da MAD americana... só que com brasileiros fazendo isso!Afinal, tem povo mais xarope que o brasileiro?!?.....

Um dos maiores achados seus foi o superilustrador Elias Silveira, que se tornou o capista oficial da revista. O Elias está para a nova fase da revista como o Carlos Chagas estava para a antiga. Onde você encontrou o Elias, afinal? É verdade que vocês tem um tórrido caso de amor?

Arte do supercapista Elias Silveira

O Elias é um gato, não acha?!! Se você precisa de um homem alto, forte, peludo, com a voz fina e que desenha como o diabo... não pense duas vezes pra chamar o Elias! Só tente não pedir coisas nos prazos de entrega da MAD, pois a mulher do cara sempre o espanca quando ele deixa de ganhar milhões na publicidade pra fazer alguns centavos com a MAD. Mas sabe como é... quem trampa na MAD só faz isso por duas razões, ou ama muito o que faz ou é um completo idiota. O Elias é os dois!!! Achei o Elias quando estava caçando em catálogos de salões de humor alguém que aceitasse fazer capas perfeitas recebendo o mesmo salário que pagamos pra nossa faxineira. Só não assumo meu caso de amor com o Elias, porque a comunidade homofóbica protetora dos animais não permitiria e boicotaria a MAD! E como eles são 70% dos nossos leitores... ficaríamos sem dinheiro e sem leitores!...

Você também revelou vários artistas ótimos que ainda não eram muito conhecidos como Raphael Salimena, Alves, Davi Calil e Juarez Ricci.Onde você achou esses pervertidos afinal? Na sauna gay "Biba Suada"?

Antes de mais nada, fique sabendo que eu parei de frequentar a sauna, agora só vou em boates e cinemas pornôs. Eu cansei daquela farra toda noite e já não tenho mais saúde pra tanta emoção. Voltando ao que interessa, encontrei esses caras nos lugares mais absurdos: tomando umas em botecos de Juiz de Fora, comendo nózinho de queijo em botecos de Belo Horizonte, enchendo a cara em botecos perto da Quanta Academia e em bate papos de sexo com fotos escatológicas.

Ao mesmo tempo que você renovou os artistas da revista, também fez questão de resgatar autores clássicos que colaboravam desde os anos 70, como o Flávio e o alucinado Xalberto. Na sua opinião, qual a importância destes dois autores para a MAD nacional? Aliás, é verdade que o Xalberto caiu num caldeirão de LSD quando era criança?

Não sei se todo mundo sabe, mas eu sou formado em História. Sim, por incrível que pareça teve uma faculdade que me aceitou e me deixou fazer o curso! E, além de ser um curso com mulheres de bigode e péssimas opções de emprego, a História faz a gente se apaixonar pelo passado e por coisas velhas. Por sinal, eu me apaixonei por velhos do passado da MAD. Os poucos que encontrei por aí que topavam colaborar com a revista estão nas páginas dela, como Taiguara Torro, Amorim e esses infelizes que você citou. Quem nunca riu com as piadas doidonas do Flávio? Quem nunca percebeu que o Xalberto não voltou de Woodstock até hoje e que ele conhece tudo sobre o álbum branco dos Beatles? Adoro a mente doentia desses caras e trabalharia com eles sempre que aceitarem nossos pagamentos em bala e paçoquinha!

Pra completar o time dos clássicos, só faltou o Vilmar (que já é falecido), e o Luscar, né? Por onde anda o Luscar?!?

O Vilmar faleceu?!? Droga, entã é por isso que eu não o achava em lugar nenhum, oras!... É uma pena, pois de longe é um dos grandes gênios da história da MAD. Por outro lado, eu não faço a menor ideia de onde está o Luscar! Se você souber onde ele está peça para entrar em contato conosco, pois queria muito conhecer o maluco e oferecer-lhe um bico bem mal remunerado.

Você, como roteirista, tem feito umas dobradinhas bem legais em parceria com vários ilustradores. É a primeira vez que saem dobradinhas nacionais na revista ou já havia saído no passado? Qual a receita da "dobradinha a moda do Chef Raphael"?

Sabe que isso foi meio por acaso, pois dou ideia pra muitas coisas da revista e não recebo crédito (como se isso pagasse as contas, humpf!). Mas no caso da dobradinha foi algo natural, pois a maioria dos desenhistas odeia criar aqueles textos picaretas que não dizem nada e escondem a verdadeira mensagem. Eu adoro fazer aquilo, mesmo sendo um completo estúpido perto das obras primas de Al Jaffee (o fodão que criou as dobradinhas). Quem tá segurando a bronca agora é o Alves, que parece ter pegado gosto pelas dobradinhas! Que eu me lembre já haviam surgido dobradinhas nacionais, mas me lembro apenas da que foi feita pelo grande mestre da HQ brasileira: Júlio Shimamoto (que ainda não tive a honra de conhecer). Acho que o segredo pra fazer dobradinhas e qualquer outra bolação pra MAD é subverter a realidade e enganar os leitores sempre (quer eles gostem ou não).

Cara, eu tenho o raríssimo álbum de figurinhas da MAD, que saiu nos anos 90. Que tal a gente fazer um novo álbum, com besteiras atuais, já que o brasileiro adora álbuns de figurinhas?

Ahhhhh!!!!! Agora, eu sei onde foi parar o meu álbum completinho que sumiu desde a festinha particular que demos aqui em casa!!!! Mas tudo bem, o que eu tirei de você na nossa festinha é mais valioso! Pra falar a verdade, eu sou doente pra lançar um novo álbum, mas acho que a "Panini não tem interesse no momento". Quem sabe eles não mudam de ideia se os leitores se manifestarem: ligando pra editora e escrevendo cartas com mais de 10 metros pra chefia? Tem outra coisa que tou lutando pra acontecer, mas tá complicado... a ASSINATURA DA MAD!

Precisa voltar os pôsteres na página central, né? A molecada adora estragar a revista e pregar pôsteres na parede.

A gente costuma fazer isso pra ocupar espaço e economizar uma grana, mas até que não é má ideia! Enquanto isso, arranquem as páginas do meio e colem na parede... se alguém perguntar fale que é um pôster da MAD estilo “arte abstrata”, duvido que alguém vai duvidar!

Falando em molecada, a MAD tem a seção de cartas mais zuada do planeta. Não tem hora que você tem vontade de socar esses moleques folgados?

Pra quem não sabe, eu sempre odiei crianças, e também adolescentes, velhos e adultos! Porém, não acho justo descontar todas as minhas crises e neuroses em pobres infelizes que gostam de ser ofendidos em público todos os meses apenas pra mostrar pra seus amigos ainda mais idiotas o quanto a babaquice deles foi comprovada pela MAD. A vida desses caras já é infeliz demais! Se você ficou ofendidinho, manda uma carta pra mad@mythoseditora.com.br que a gente te ofende na boa!

Vou citar o nome de cinco autores fundamentais para a MAD e quero que você me diga o que acha de cada um deles, ok? Don Martin, Aragonés, Al Jaffee, Dave Berg e Prohías.

O Don Martin é tão importante que foi o único autor desse mundo que me fez gastar mais de R$ 300,00 em um livro. E olha que isso é praticamente 250% do me salário mensal. Poucos podem dizer que uma piada merece ser feita mesmo que ofenda alguém, desde que seja engraçada. Falar do Aragonés é bobagem! O que eu tenho a dizer sobre o cara mais engraçado do planeta? Quem nunca riu com as doideiras desse cara deve ter algum problema sério! Quem conhece o Groo sabe do que eu tou falando! Gênio!!! Se eu tivesse 1% do talento do Al Jaffee, provavelmente, eu não estaria ganhando esse salário de fome. Você conhece alguém que é capaz de criar coisas como: Dobradinha, Respostas Cretinas para Perguntas Imbecis, Máquinas Absurdas e outras doideiras, e ainda viver disso? Poucos conseguem ver humor nas coisas do dia a dia, como o genial Dave Berg. Muitos são os que sentem falta desse grande mestre nas páginas da revista, mas, infelizmente, ele já morreu (assim, como o Don Martin e o Prohías). Quem poderia imaginar que uma crítica à visão preto e branca das grandes nações na Guerra Fria poderia virar a uma das mais longevas séries de humor na revista MAD? Acho que quem conhece a obra de Antonio Prohías sabe que ele era o cara pra essa missão!

Você também teve a sacadíssima ideia de fazer várias festas pra divulgar a revista e promover uma interação entre os artistas e o público. Fale um pouco dessa festas. Aliás, quando é a próxima?

Foi a forma mais honesta que encontrei de beber de graça nas minhas baladas preferidas sem precisar roubar drinques de bêbados distraídos. As festas da MAD são uma ótima forma de conhecer os coitados que compram a revista e descobrir do que diabos eles gostam. Sem falar que nessas noitadas insanas, a gente reúne os colaboradores pra bater um papo, fazer desenhos idiotas uns dos outros e redescobrir o motivo que nos faz trabalhar por tão pouco todos os meses: a gente é idiota pra carvalho, mas se diverte! Por mais que tenhamos problemas, os mesmos idiotas de sempre são uma família! Uma família desajustada, mas uma família! Por sinal, vamos fazer uma festa animal no final de março pra comemorar o aniversário de dois anos da MAD na Panini! Se preparem para muita loucura!

Arte de Alves

A revista ganhou um prêmio Bigorna no ano passado. Foi o primeiro prêmio da sua carreira e o segundo da revista em mais de 30 anos de existência. O que você achou da homenagem? Foi bom pra você, meu bem?

Nem preciso dizer que fiquei muito emocionado de receber esse maravilhoso troféu, afinal, foi a melhor forma que encontrei pra provar para todos que a MAD também merece receber pesos de papel de luxo. Claro que eu roubei o danadinho e deixei bem bonito na minha sala. Graças àquele troféu pesado nunca mais o vento bateu a porta lá da sala de casa! Ou você pensou que eu ia deixar a chefia meter a mão no meu "precioso"? Puxa, essa última frase soou meio gay, né? Dá pra tirar ela  da entrevista, droga?!?

Sei que você é um cara tão cheio de ideias quanto de gases intestinais. O que você está planejando para a MAD este ano? Ouvi uns papos sobre Exposição, é isso mesmo?

No mês de março, vamos completar dois anos de MAD na Panini e pra comemorar que sobrevivemos tanto tempo nas bancas, decidimos fazer uma série de eventos por todo o país. Então, fiquem ligados no Blog da MAD, pois vamos ter festas, palestras, cursos e até mesmo um salão de humor com troféu e tudo!

Uma curiosidade minha: ser editor da MAD dá algum prestígio,ou só vergonha? Você já conseguiu comer alguém depois que virou editor?

Nunca bebi tanta cerveja de graça na minha vida depois que virei editor!!! Devo agradecer aos loucos varridos do Astronete, bar onde sempre damos nossas festas e que sempre limpam os meus vômitos com todo o carinho. Esses dias, eu tava comprando uns DVDs genéricos e o cara tava me roubando legal. Então, eu disse "Tá doido, cara?!? Tô quebradão, eu edito a revista MAD e me pagam muito mal". Aí ele ficou com pena de mim, falou que era meu fã e que não precisava pagar por nada, pois eu tinha ajudado o cara a se livrar da ex-mulher que não largava do pé dele até ver a foto dele na seção “Babaca do Mês”. Me senti um rei naquele momento, sabe? Não comi muita gente não, mas indo contra o que diziam todas as minhas tias, eu arrumei uma doida e vou me casar! Por sinal, Michelle, meu amor, não pense que sou um inútil... prometo que vou arrumar um emprego de gente e te dar casa, comida e roupa lavada, até lá, eu só lavo sua roupa, belê? Te amo! (Apagar isso: Valeu, cara! Sei que você não queria colocar essa pergunta, mas eu precisava garantir minha cerva e fazer as pazes com a patroa! Te devo uma, tá?!)

Pra encerrar e me livrar logo de você, responda: se o gênio Alakuzão te concedesse três desejos, o que a menina pediria?

Primeiro pedido: eu pediria pra MAD vender mais pra eu poder pagar a conta do churrasco grego com ki-suco, que já está chegando na casa dos 4 dígitos e pra tentar limpar meu nome do SPC (malditos carnês das Casas Bahiga). Segundo pedido: Quero ser rico, bonito e imortal! Terceiro pedido: Nunca mais quero ter que responder uma entrevista com 20 perguntas totalmente cretinas e que não sou pago o suficiente pra perder meu tempo respondendo! Grrrrr.......

O Bigorna.net agradece a Raphael Fernandes pela entrevista, realizada no dia 3 de fevereiro de 2010

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