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Casa do Lago: Risadas ecoam pela Unicamp
Por Bira Dantas
07/12/2006

Da esquerda para a direita: Ivo Favero, Paulo Branco, Camilo, Mário Cau,
Avelino, Haroldo Barros, Dálcio, André, Dimas, Kassio, Tarcílio Dias,
João Buhrer, Gabi e Bira

Participei da abertura da II Mostra de Humor Gráfico na Unicamp, que proporcionou três grandes momentos. O primeiro para a cidade, os outros dois para nós, cartunistas. Já explico.

Primeiro: aos freqüentadores do espaço cultural Casa do Lago (em Barão Geraldo), ao povo que transita pela cidade universitária e à população de Campinas e cidades vizinhas, criou-se mais uma vez a oportunidade de apreciar, em grandes proporções, charges, cartuns e caricaturas que fazem todos rirem o riso solto das crianças. Os retratos jazzísticos do Rossi, as caricas gigantes do Edu Grosso, os premiados de Piracicaba, charges de Angeli e P.Caruso, os esportistas caricaturados por profissionais arrebanhados pelo Paulo Branco (professor de outros notáveis como Dálcio, Rossi, André Pádua, Dimas Restivo, Paulo e André Félix).

Segundo: aos cartunistas, além da possibilidade de expor seus desenhos e pinturas (passo primeiro nessa profissão que a tantos parece leve), foi dada a oportunidade do encontro e do reencontro. E que reencontro! Como disse Ziraldo na primeira edição da Mostra: “Campinas é um celeiro de cartunistas” e uma parte considerável deste celeiro estava lá, na abertura da Mostra! Eu não via Paulo Branco, Camilo Riani e Dálcio Machado há um bom tempo. Reencontrei os amigos Paffaro, Kássio Lobo e Tarcílio. Marcelo Dellova (a quem substituí no Diário do Povo em 1995) há anos encontrei em festa da escola da minha filha e do seu filho. Conheci em carne e osso Ivo Favero (caricaturista de mão cheia), Haroldo de Barros (que literalmente bota a mão na massa) e Mário Cau (colega de lista de discussão de ilustradores). Revi Dimas Restivo (que dá aula comigo na Escola Pandora), André de Pádua e a mangazeira Gabi. Pois é, Avelino foi capaz, de novo, de promover um “grande encontro” entre notáveis do traço e bambas da mão. Se fossem bambas do pé, teriam sacudido os esqueletos ao som do ótimo grupo Corta a Jaca e das belas vozes de Aureluce dos Santos, Wilma Maris e do próprio anfitrião da Mostra.

O terceiro grande momento é o futuro, que não pertence só a Deus, mas a todos que se empenham em construí-lo. Um Salão de Humor de Campinas seria, não apenas o reconhecimento do potencial da cidade para o humor, mas a realização de um velho/novo sonho de vários de nós. Um sonho já praticado nesta Mostra com exposição de trabalhos, oficinas de humor, apresentações de música, filmes e animações de humor. Um caldeirão transbordando de cultura, com muita pimenta, claro. A exposição é imperdível. Palmas para o Avelino e para o Paulo Branco, que aglutinaram desenhistas de humor de vários estilos e matizes. Citando Geraldo Vandré: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!”.

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